Movimento sociais e organizações que defendem os direitos das mulheres pressionam a Corte Constitucional do Equador para que o aborto deixe de ser considerado crime no país. As organizações pedem a apreciação de uma ação apresentada em 2024 pela descriminalização do aborto. 

Atualmente, o aborto é permitido no Equador apenas quando a gravidez representa risco para a saúde da mulher, quando não há outra alternativa e nos casos de estupro. A pauta, no entanto, enfrenta resistência sobretudo religiosa e conservadora, uma vez que a maior parte da população do país é católica.
SITUAÇÃO NO BRASIL
No Brasil, a situação não é diferente. O Brasil é considerado um dos países com legislação mais severa para o aborto, segundo a associação Center For Reproductive Rights. O aborto é permitido em casos de risco de vida da mulher, estupro ou malformação do feto. A pena é de um a três anos para mulheres que decidem abortar e de um a quatro anos para os profissionais que realizam o procedimento.
Nos Estados Unidos e no México, as leis variam significativamente de estado para estado.
A discussão sobre a descriminalização do aborto no Brasil tem semelhanças com o que está ocorrendo no Equador. Também no Brasil, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, que pede a descriminalização do aborto até 12 semanas de gestação, está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
A questão é foco de disputa no Brasil. Alas conservadoras do Congresso Nacional chegaram a votar no Parlamento uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com as possibilidades de aborto autorizadas no Brasil. A PEC tramita na Câmara dos Deputados.
