O grupo integra o chamado “núcleo 3” e é formado por 9 militares e 1 policial. Segundo a denúncia da PGR, eles seriam responsáveis pelas “ações de campo” relacionadas ao monitoramento e neutralização de autoridades públicas. Também são acusados de promover ações táticas para “convencer e pressionar o alto comando do Exército a ultimar o golpe”.
Ainda de acordo com a investigação, os réus planejavam uma ação chamada “Punhal Verde e Amarelo”, prevista para 15 de dezembro de 2022. O objetivo seria assassinar Lula, Geraldo Alckmin e Moraes.
O prazo para as alegações finais é de 15 dias para a PGR e, depois, mais 15 dias para as defesas dos réus.
Os réus respondem por:
- organização criminosa armada;
- tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- golpe de Estado;
- dano qualificado por violência e grave ameaça ao patrimônio da União;
- deterioração de patrimônio tombado.
Os réus do núcleo 3 são:
- Bernardo Romão Correa Netto, coronel do Exército;
- Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército;
- Márcio Nunes de Resende Jr., coronel do Exército;
- Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército;
- Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel do Exército;
- Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel do Exército;
- Ronald Ferreira de Araújo Jr., tenente-coronel do Exército;
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército;
- Estevam Theophilo Gaspar de Oliveira, general da reserva do Exército;
- Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal.
As defesas negam a participação dos réus na trama golpista.
