Com o resultado, o número de segmentos com falta de confiança aumentou de 23 para 25. Assim, apenas 4 setores industriais pesquisados permanecem confiantes.
A alta do pessimismo se deve principalmente ao aumento das tarifas norte-americanas sobre parte das exportações brasileiras.
“As incertezas no cenário externo, sobretudo pela aplicação das tarifas de importação por parte do governo americano, têm impactado a confiança de setores industriais que são mais diretamente afetados pela taxação”, afirmou a analista de Políticas e Indústria da CNI, Isabella Bianchi.
Em 3 segmentos, a queda foi suficiente para que os setores saíssem do estado de confiança para falta de confiança: manutenção e reparação; impressão e reprodução; e calçados e suas partes.
Nove setores registraram aumento do indicador de confiança, mas em apenas 1, o de bebidas, o crescimento foi suficiente para colocar o setor em um estado de confiança.
NORDESTE CONFIANTE
Embora tenha recuado 0,7 ponto, de 51,5 pontos para 50,8 pontos, a região Nordeste segue como a única a apresentar confiança.
Antes neutros, os empresários do Norte se tornaram pessimistas depois que o indicador caiu de 50 pontos para 47,9 pontos. No Centro-Oeste, o índice subiu 0,2 ponto, chegando aos 47,7 pontos, revelando que os industriais da região seguem sem confiança.
No Sul e no Sudeste, o Icei caiu 3,5 pontos e 2,1 pontos. Com isso, a falta de confiança dos empresários dessas regiões se intensificou na passagem para agosto.
DESCONFIANÇA GENERALIZADA
Por porte de empresas, a desconfiança é generalizada. A confiança caiu 2 pontos nas grandes, 1,2 ponto nas médias e 0,4 ponto nas pequenas indústrias. Todos os portes de empresa já apresentavam falta de confiança, mas situação que se agravou com os novos recuos.
