Em vídeo divulgado no X, Tarcísio disse que a megaoperação representa um “dia histórico no enfrentamento ao crime organizado”. Segundo ele, o trabalho de inteligência teve início após sua declaração no CEO Conference do Itaú, em maio de 2024, quando afirmou que o PCC controlava 1.100 postos de gasolina.
Assista ao vídeo de Tarcísio (1min37s):
“Na época essa declaração repercutiu muito, escancarou um problema. A infiltração do crime organizado no setor de combustíveis”, disse o governador.
A PF (Polícia Federal), com apoio da Receita Federal, também deflagrou na 5ª feira (28.ago) operações simultâneas voltadas ao combate à atuação do crime organizado na cadeia produtiva de combustíveis. Entre elas, a Carbono Oculto, que mobilizou cerca de 1.400 agentes em 8 estados e tem como alvo 350 pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema criminoso.
O objetivo da operação é desarticular um esquema do PCC no setor de combustíveis. As investigações mostram movimentação de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.
O governador destacou que o trabalho envolveu Gaeco, Ministério Público Federal, Receita Federal, Receita Estadual e Polícia Federal. “Se a gente trabalhar em conjunto, nós vamos derrotar o crime organizado”, afirmou.
Segundo as investigações, o PCC usava fintechs como “banco paralelo” para lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas. Uma empresa movimentou mais de R$ 46 bilhões no período investigado.
O esquema incluía importação irregular de metanol pelo Porto de Paranaguá, usado para adulterar combustíveis. Mais de 1.000 postos em 10 estados apresentavam irregularidades, prejudicando consumidores com fraudes quantitativas e qualitativas.
Tarcísio afirmou que outras medidas serão tomadas, inclusive no Congresso, com a aprovação de projetos de lei para fortalecer o combate ao crime organizado. “Já entramos no setor de transporte, estamos entrando no setor de combustíveis”, completou.
A Receita Federal estimou sonegação de R$ 7,67 bilhões. A Justiça determinou bloqueio de R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos, incluindo imóveis e veículos.
Leia mais:
