A investigação teve início após fiscalização realizada pela PF, que identificou inconsistências nos registros do benefício nos sistemas da Previdência.
Os indícios apontam que um grupo organizado estaria utilizando uma associação de pescadores como fachada para a solicitação indevida do seguro, que é destinado a pescadores artesanais durante o período de defeso.
Segundo as apurações, os investigados repassariam parte dos valores recebidos para integrantes do esquema, além de promover a ocultação e dissimulação dos recursos ilícitos por meio de estabelecimentos comerciais vinculados ao grupo.
Os levantamentos revelaram movimentações financeiras expressivas. Entre 2022 e 2023, as contas de um investigado receberam cerca de R$ 2,89 milhões em créditos, sendo 58,1% desse montante (R$ 1.086.700,00) em depósitos em espécie.
Entre março e setembro de 2023, esse investigado registrou movimentação de R$ 1,87 milhão, apesar de não possuir vínculo empregatício desde 2012 nem participação societária em empresas;
Em outra conta, de uma outra pessoa investigada, foram identificados R$ 1,68 milhão em créditos e R$ 1,72 milhão em débitos no período de 2022 a 2024.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato contra o INSS, organização criminosa e lavagem de capitais. As penas somadas podem ultrapassar 24 anos de reclusão.
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