Armstrong também afirmou que “American Idiot”, música lançada em 2004 em álbum homônimo do grupo, ganhou um novo significado. Escrita originalmente para o então presidente norte-americano, George W. Bush (Partido Republicano), ela se tornou “mais verdadeira”, segundo o vocalista, com Trump na Casa Branca.
“O problema de músicas como ‘American Idiot’ é que, nos EUA, elas se tornam mais verdadeiras com o tempo. Originalmente, essa música foi escrita sobre a presidência de George W. Bush. Mas acho que tem ainda mais peso com a presidência de Donald Trump: uma pessoa claramente incapaz de liderar o país… Ele é um completo idiota”, disse o cantor na entrevista.
Um dia antes, outro artista de renome, Neil Young, lançou uma música de protesto contra Trump. Na 5ª feira (28.ago), o cantor canadense de 79 anos divulgou a canção “Big Crime”, que critica diretamente o envio de 500 agentes da Guarda Nacional às ruas de Washington, medida do governo Trump para combater a criminalidade na capital. Ele também criticou o slogan “Make America Great Again” (Faça a América grande de novo), pedindo o fim dessa ideia.
Na entrevista à Rolling Stone argentina Armstrong também abordou questões sociais e econômicas. “Crescemos ouvindo punk rock e alimentando nossas visões políticas. O século 21 está tentando se definir, e isso traz consigo o caos. Talvez seja simplista demais, mas sob o governo Trump tivemos a menor taxa de emprego dos últimos meses. E o governo não se importa. Eles dão o dinheiro das pessoas para bilionários”, afirmou.
Armstrong ainda mencionou a situação internacional na Palestina e criticou as prioridades do presidente dos EUA. “Há um genocídio em Gaza, mas [Trump] quer falar sobre [a atriz] Sydney Sweeney. Sei que esse tipo de caos está além do nosso controle. Mas a música pode te dar um lugar de pertencimento, um lugar onde as pessoas podem se reunir para encontrar consolo, tentar se relacionar um pouco melhor com o mundo. E, com sorte, não cair de uma ponte”, disse.
