Segundo ofício do Comando da 1ª Divisão de Exército, o atendimento odontológico emergencial foi realizado no local. O pedido enviado à Corte também inclui infiltração no joelho, fisioterapia, endoscopia, ecodoppler bidimensional e ressonância magnética. As datas, horários e locais dos procedimentos serão comunicados ao tribunal.
O ministro Alexandre de Moraes, que decretou a prisão preventiva do general em 10 de dezembro de 2024, aguarda as informações. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, registrou ciência do despacho nesta 5ª feira (4.set.2025) e acompanha as medidas determinadas pelo STF.
General da reserva e candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL) em 2022, Braga Netto é acusado de obstruir a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele é um dos réus do núcleo central do caso, que começou a ser julgado pela 1ª Turma do Supremo na 3ª feira (2.set).
Nas sustentações orais, o advogado José Luis Oliveira Lima defendeu o general, afirmando que ele é inocente e que teve o direito de defesa cerceado. Lima contestou a delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, alegando que teria sido coagido e que não há provas concretas contra Braga Netto, apenas mensagens de WhatsApp e a narrativa do delator.
Durante as investigações sobre a tentativa de golpe, a PF (Polícia Federal) identificou que o general, réu por ser um dos principais articuladores do plano, tentou obter dados sigilosos da delação Cid.
