O colegiado estava com dificuldade para localizá-lo. Segundo o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), a situação levou o colegiado a convocar a Polícia Legislativa para intimá-lo.
“Houve dificuldade da secretaria em encontrar. Por isso autorizei a polícia legislativa a fazer a intimação”, afirmou Viana.
Além dele, o empresário Maurício Camisotti, que também é considerado peça-chave no esquema que levou a descontos ilegais no pagamento de aposentados. Seu depoimento será no dia 18, uma 5ª feira. “Eles foram intimados e já foi marcada a audiência com cada um deles“, disse o vice-presidente da CPMI, Duarte Júnior (PSB-MA).
Na próxima semana, 2 ex-ministros serão ouvidos. Eis como será a agenda do colegiado:
- 2ª feira (8.set) – Carlos Lupi (PDT), ex-ministro da Previdência (2023-2025);
- 5ª feira (11.set) – José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho e Previdência (2022).
As sessões da CPMI são realizadas de 2ª feira e 5ª feira. São 180 dias de trabalho, prorrogáveis por outros 180.
Pedido de prisão
Na 2ª feira (1º.set), o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apresentou relatório parcial em que pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a prisão preventiva de 21 investigados no esquema, incluindo Antunes, Camisotti, o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e o ex-procurador-geral do instituto Virgílio Oliveira Filho. O pedido foi aprovado por unanimidade no colegiado.
A comissão investiga um esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários, revelado em abril pela operação Sem Desconto, da Polícia Federal e da CGU (Controladoria Geral da União). Estima-se que a fraude tenha causado prejuízo de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
O caso será analisado pelo ministro do STF André Mendonça, relator do inquérito.
