Subiu para 17 o número de mortos no acidente de 4ª feira (3.set.2025) no Elevador da Glória, em Lisboa (Portugal).
Segundo Margarida Castro Martins, diretora de Proteção Civil Municipal de Lisboa, o descarrilamento provocou a morte de 15 pessoas no momento do acidente. Outras duas morreram no hospital durante a noite, em decorrência dos ferimentos.
Entre os 15 mortos, 7 eram homens e 8 mulheres. Todos eram adultos com idades de 24 a 65 anos. Ainda não há informações sobre as duas vítimas que morreram no hospital.
Um dos 2 bondinhos fazia a trajetória descendente quando descarrilou e se chocou contra um prédio. Com capacidade para 42 passageiros, levava 38 pessoas no momento do acidente.
O nome de uma das vítimas foi revelado pelo Sitra (Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes). Era André Marques, que trabalhava como guarda-freio do elevador.
Com um percurso de 275 metros e inclinação de 17%, o Elevador da Glória fazia a ligação entre a Praça dos Restauradores, na Baixa, e o Jardim de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto. A viagem era realizada dezenas de vezes por dia. O elevador era o mais movimentado da cidade: segundo a Câmara de Lisboa, eram cerca de 3 milhões de passageiros por ano.
Em nota, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa (independente), expressou pesar pelas “vítimas fatais e pelos feridos graves”. Ele também manifestou solidariedade às famílias afetadas pela tragédia e disse esperar que o caso seja “rapidamente esclarecido”.
A Câmara Municipal decretou 3 dias de luto, enquanto o governo português decretou luto nacional.
O GPIAAF (Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários) disse que uma investigação será aberta para descobrir o que causou o descarrilamento do bondinho.
MANUTENÇÃO DOS ELEVADORES
O presidente da Carris, Pedro Bogas, afirmou que todos os protocolos de manutenção “foram escrupulosamente respeitados” e que esse serviço é terceirizado há 14 anos.
A responsável pela manutenção de 4 elevadores de Lisboa, entre eles o da Glória, desde 2022 até o fim de agosto deste ano foi a empresa Main (MNTC – Serviços Técnicos de Engenharia). A CML (Câmara Municipal de Lisboa) decidiu suspender temporariamente o funcionamento de 3 elevadores da capital portuguesa para inspeções.
O contrato firmado entre a empresa e a Carris fixava o valor global do serviço em € 995.515,20. A maior parte dele (€ 851.515,20) era paga em 36 parcelas mensais de € 5.913,30 por elevador. Eis a íntegra do documento (PDF – 473 kB).
O novo concurso, aberto em 28 de abril, foi cancelado, porque todas as propostas de empresas ultrapassavam o orçamento previsto pela Carris, de € 1,19 milhão.
A Carris declarou à SIC Notícias que há um novo contrato em vigor desde 1º de setembro e que o serviço de manutenção foi preservado.
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