Segundo Lupi, seu nome “sequer é citado” nas investigações realizadas pela PF (Polícia Federal).
“Eu não sou denunciado, eu não sou citado, foram feitas dezenas de investigações, foram feitas dezenas de investigações, foram feitos dezenas de depoimentos, meu nome sequer é citado”, afirmou Lupi durante sua fala inicial no Senado. O ministro pediu exoneração do cargo em maio, logo depois da divulgação do esquema de fraudes.
As atas das reuniões do CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social) mostram que Lupi foi alertado sobre o aumento de descontos não autorizados em aposentadorias em junho de 2023, mas levou 10 meses para tomar alguma providência. O prejuízo estimado da fraude é de R$ 6,5 bilhões no período de 2019 a 2024.
“É claro que não é um momento de felicidade para ninguém. Não é um momento de felicidade pessoal para mim, porque a injustiça só dói em quem sofre a injustiça”, concluiu o ex-ministro.
Sem desconto
A PF (Polícia Federal) deflagrou em 23 de abril deste ano a operação Sem Desconto para investigar um esquema de descontos indevidos no INSS. A ação cumpriu 211 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária no Distrito Federal e em 13 Estados.
De acordo com a PF, a investigação identificou irregularidades relacionadas a descontos de mensalidades associativas aplicados sobre benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões concedidas pelo INSS.
Esta reportagem foi escrita pelo estagiário de jornalismo Davi Alencar sob a supervisão do editor Guilherme Pavarin
