A declaração foi feita em entrevista à Reuters nesta 4ª feira (10.set.2025), mesmo dia em que a Polônia abateu drones que invadiram seu espaço aéreo durante um ataque russo ao oeste da Ucrânia.
A Polônia, país membro da Otan, classificou a incursão como “um ato de agressão”. Este episódio representa a 1ª vez desde o início do conflito na Ucrânia que um integrante da aliança militar ocidental disparou contra alvos relacionados às operações russas.
O incidente causou preocupações sobre uma possível expansão do conflito para além das fronteiras ucranianas. Budrys manifestou apreensão quanto ao potencial agravamento da tensão entre a Otan e a Rússia, embora tenha evitado mencionar explicitamente a palavra “conflito” em suas declarações.
“Ninguém está seguro aqui, ninguém está seguro na região, ninguém está seguro na Europa e dentro da aliança, porque esses incidentes estão muito próximos das situações em que tudo vai escalar”, disse o ministro lituano durante a entrevista.
A declaração também foi compartilhada por Budrys em seu perfil o X: “As sanções devem atingir o cerne da economia de guerra do Kremlin. Putin não vai parar a menos que o detenhamos”.
A Lituânia, que faz parte tanto da Otan quanto da UE (União Europeia), tem fronteiras com a Rússia e com a Bielorrússia, aliada de Moscou. De acordo com Budrys, seu país não recebeu confirmação de que a entrada dos drones russos no espaço aéreo polonês tenha sido intencional.
O ministro afirmou à Reuters que a Rússia tem a responsabilidade de impedir que seus drones militares entrem no território de países da OTAN. Ele defendeu que a aliança militar ocidental deve enviar uma “mensagem forte à Rússia de que eles estão lidando com algo que pode escalar”.
Budrys ressaltou que evitar uma escalada do conflito beneficia todos os envolvidos. “Temos um forte interesse — provavelmente o mais forte e maior — em evitar esses cenários… Cenários como o que estamos tendo em algumas situações em que trocamos o uso do poder militar uns contra os outros”, declarou quando questionado sobre o risco de a Otan ser arrastada para um confronto direto com a Rússia.
“É do interesse de todos evitar isso, inclusive da Rússia”, disse o ministro das Relações Exteriores da Lituânia.
Budrys também defendeu que a Otan deve trabalhar para fortalecer as defesas aéreas nos países bálticos e na Polônia, regiões que fazem fronteira com a Rússia ou com a Bielorrússia.
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