“Esta decisão representa um novo marco fatídico no complexo de censura e perseguição do juiz [Alexandre de] Moraes, violador de direitos humanos sancionado, contra Bolsonaro e seus apoiadores”, escreveu Beattie em seu perfil no X.

Beattie é um dos 6 subsecretários do Departamento de Estado. O cargo é o 3º na hierarquia do ministério, atrás do secretário de Estado, Marco Rubio, e do secretario-adjunto.
Rubio, que chefia a diplomacia norte-americana, já tinha saído em defesa de Bolsonaro na 5ª feira (11.set). O secretário disse que a pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, aplicada pela 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), foi “injusta” e que os EUA “responderão adequadamente”. Também acusou o relator Alexandre de Moraes de “perseguição política”.
O governo Trump já acionou a Lei Magnitsky contra Moraes pelo “uso do cargo para autorizar detenções arbitrárias preventivas e suprimir a liberdade de expressão”. O dispositivo permite que os EUA punam estrangeiros com bloqueio de bens, cancelamento de vistos e suspensão de contas em bancos e cartões de crédito ligados ao país.
Além da sanção a Moraes, a Casa Branca também aplicou tarifas comerciais adicionais ao Brasil por considerar ilegal o julgamento de Jair Bolsonaro. O país é atualmente o maior afetado pelo tarifaço promovido pelo presidente Donald Trump (republicano), com produtos taxados em até 50%.
