“Esse ano foi um grande laboratório. As Forças Armadas se comportaram como a sociedade espera que as Forças Armadas se comportem. Permanecemos nos nossos postos, cada um cumprindo as suas finalidades e as suas obrigações. Reinando as decisões da Justiça”, disse Múcio a jornalistas após ser questionado pelo Poder360 durante uma demonstração militar da Operação Atlas, exercício conjunto das 3 Forças coordenado pela Defesa, no Campo de Instrução de Formosa.
Assista ao vídeo (1min9s):
Múcio também defendeu o respeito às instituições e às decisões judiciais, mesmo diante de divergências: “Decisão da Justiça você pode gostar ou não gostar, mas você tem que aprender a respeitar. Isso é um simbolismo da democracia, respeitar os Poderes, o que as Forças Armadas têm feito de forma heroica, que nos orgulha”.
Segundo Múcio, a posição das Forças Armadas ao longo do último ano tem sido reconhecida pela população. “As últimas pesquisas têm mostrado como a sociedade tem entendido isso, colocando as Forças Armadas num patamar de credibilidade e respeito que elas merecem”, afirmou. “De modo que [foi] um ano de dores e de vitórias”.
O ministro ainda reforçou a importância da obediência à ordem constitucional: “Temos uma Constituição que precisa ser respeitada”.
BOLSONARO CONDENADO
A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou Jair Bolsonaro (PL) em 11 de setembro de 2025 por 5 crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado. Votaram pela condenação do ex-presidente e dos outros 7 réus: Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin (presidente da 1ª Turma).
Luiz Fux foi voto vencido. O ministro votou para condenar apenas Mauro Cid e Walter Braga Netto por abolição violenta do Estado democrático de Direito. No caso dos outros 6 réus, o magistrado decidiu pela absolvição.
Foram condenados:
- Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado e ex-diretor da Abin;
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
- Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
Veja na galeria abaixo as penas e multas impostas a cada um:
Os 8 formam o núcleo 1 da tentativa de golpe. Foram acusados pela PGR de praticar 5 crimes: organização criminosa armada e tentativas de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, além de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
