De acordo com informações do South China Morning Post, os países estão na fase final das negociações para uma visita de Estado de Trump a Pequim. A viagem deve se dar em novembro, próxima à cúpula da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), que será realizada na Coreia do Sul de 31 de outubro a 1º de novembro.
A escolha da Espanha como sede do encontro entre as delegações chinesas e norte-americanas seguiu a estratégia de realizar as conversas em países neutros. Já tinham sido feitas outras reuniões em territórios europeus. A conversa é uma tentativa de reaproximação depois de um período de tensões comerciais e tecnológicas.
Durante uma entrevista a jornalistas, o representante chinês Li Chenggang afirmou que a China se opõe à politização, instrumentalização e uso como arma de questões tecnológicas e comerciais. Também disse que o país asiático não fará acordos “às custas de princípios, interesses corporativos ou justiça internacional”.
Compras em grande escala de produtos norte-americanos, como a soja, seriam parte dos resultados esperados dessa visita. A China ainda não comprou carregamentos do grão em 2025.
Às vésperas do período de colheita, a situação impacta diretamente os produtores dos EUA –que tradicionalmente vendem mais da metade de sua produção de soja para o mercado asiático. Segundo a mídia chinesa, o país está deliberadamente evitando comprar o produto norte-americano como forma de pressionar o governo Trump.
Pequim propôs que, além da capital chinesa, o republicano viaje de trem de alta velocidade para Xangai, que sediará a edição anual da Exposição Internacional de Importação da China de 5 a 7 de novembro.
