Na fase final, os competidores tiveram cinco horas para resolver 12 problemas de programação baseados em cenários reais. As soluções precisavam ser perfeitas para serem contabilizadas, e a pontuação dependia da velocidade de entrega. Apenas quatro times, de um total de 139, conquistaram a medalha de ouro — entre eles, o Gemini 2.5 Deep Think.
Desempenho da IA na disputa
Diferentemente da versão disponível para assinantes, o modelo usado na competição era a versão completa do Deep Think, ajustada para o contexto do evento e operando em um ambiente virtual supervisionado pelos organizadores da ICPC. O sistema resolveu 10 dos 12 problemas em 677 minutos.
“O Gemini resolveu oito problemas em apenas 45 minutos, e dois outros em menos de três horas”, revelou o Google em comunicado.
Um dos grandes destaques foi o Problema C, que nenhum time humano conseguiu solucionar. O desafio consistia em encontrar a configuração ideal de dutos para encher um conjunto de reservatórios no menor tempo possível, considerando infinitas combinações de abertura e fechamento dos canais.
Segundo o Google, o Gemini adotou uma abordagem engenhosa: atribuiu um “valor de prioridade” para cada reservatório, aplicou programação dinâmica para definir o fluxo ideal e, usando o teorema minimax, buscou rapidamente os valores de prioridade ótimos por meio de uma busca ternária aninhada. A estratégia levou o modelo a uma solução eficiente, algo que nenhum competidor humano conseguiu replicar.
Acesso restrito ao modelo
No momento, apenas usuários do plano Google AI Ultra, que custa R$ 1.209,90 por mês, têm acesso ao Gemini 2.5 Deep Think. Mesmo assim, o resultado obtido na ICPC reforça o potencial da IA em resolver problemas complexos e destaca como modelos especializados podem superar limites que antes pareciam exclusivos do raciocínio humano.
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