Os advogados de Khalil afirmaram que pretendem apelar, mas disseram que ordens separadas de um tribunal distrital federal proíbem o governo de deportá-lo enquanto o processo segue em curso.
Segundo Comans, o estudante “deturpou intencionalmente fatos materiais com o único propósito de contornar o processo de imigração e reduzir a probabilidade de seu pedido ser negado”.
Mahmoud Khalil, de 30 anos, vive legalmente no país, tem green card e é casado com uma cidadã norte-americana. O ativista ficou conhecido por participar de protestos na Universidade Columbia contra a guerra na Faixa de Gaza. O governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) o acusou de representar ameaça à segurança nacional.
Em abril, a mesma juíza há havia ordenado a deportação de Khalil, afirmando que ele atuava contra os interesses dos EUA. Na ocasião, a defesa recorreu.
Khalil ficou preso por mais de 100 dias no começo deste ano por autoridades de imigração dos EUA. Enquanto estava na prisão, sua esposa, que estava grávida, perdeu o bebê.
O ativista foi solto em 20 de junho. Na época, o juiz distrital Michael Farbiarz, de Nova Jersey, justificou a decisão afirmando que punir alguém por uma questão de imigração civil é inconstitucional.
O governo Trump intensificou a repressão aos manifestantes pró-Palestina, com acusações de antissemitismo e corte de verbas para universidades que permitem os protestos.
Segundo Khalil, o processo contra ele é uma tentativa de silenciamento por sua vocalização da causa palestina e luta “pelo fim do genocídio em Gaza”.
