, CEO da Nvidia, declarou que a parceria entre as duas empresas une “a IA e computação acelerada da Nvidia com as CPUs e vasto ecossistema x86 da Intel, uma fusão de duas plataformas de nível mundial”.
Com o anúncio, a Nvidia se torna a maior acionista da Intel, com 4% da companhia. A empresa de chips norte-americana comprou as ações da Intel no valor de US$ 23,28 cada, preço abaixo do valor de fechamento das ações da empresa na 4ª feira (US$ 24,90). A parceria representa um risco de a TSMC, empresa de Taiwan que produz os processadores da Nvidia, ser substituída pela Intel. E também para a AMD, concorrente da Intel no fornecimento de chips para data centers, cujas ações caíram 4% depois do anúncio.
Desde o anúncio, as ações da Intel subiram 25%, maior alta que a empresa teve em anos. A Intel era pioneira no vale do Silício, mas enfrentou dificuldades depois de não conseguir acompanhar a mudança para dispositivos mobile com o lançamento do 1º iPhone pela Apple, em 2007.
Há 1 mês, o governo dos EUA adquiriu uma participação de 10% na companhia de semicondutores, resultado de um acordo depois de a Intel receber críticas pela nomeação de como novo CEO. O presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), acusou a empresa de ter ligações com a China.
A colaboração entre Nvidia e Intel se dá em meio às ações da China para ser menos dependente da tecnologia de semicondução norte-americana. O país proibiu nesta semana que empresas de tecnologia chinesas comprem chips de IA da Nvidia. A Huawei anunciou que está expandindo o desenvolvimento de produtos próprios.
