O relatório destaca que verão europeu foi marcado por múltiplas crises ambientais: ondas de calor que elevaram os níveis de ozônio acima dos limites regulatórios da UE, transporte intenso de poeira do Saara e “fluxo quase constante” de fumaça de incêndios no Canadá, que desde abril cruzou o Atlântico em direção à Europa.
O sudeste europeu, incluindo Grécia, Chipre, Turquia e os Bálcãs, também enfrentou queimadas intensas durante a temporada. “Infelizmente, este verão foi muito ativo em termos de poluição atmosférica, com múltiplos fatores agindo ao mesmo tempo”, afirmou o diretor da Copernius, Laurence Rouil.
O relatório também alerta que a fumaça de incêndios florestais contém não apenas carbono, mas também poluentes como óxidos de nitrogênio, óxidos de enxofre e partículas finas (PM2,5), capazes de penetrar no sistema respiratório e na corrente sanguínea, aumentando os riscos de doenças respiratórias graves e de mortes prematuras.
Segundo o cientista sênior do programa, Mark Parrington, o monitoramento é essencial para que governos e órgãos de saúde entendam a gravidade da poluição transfronteiriça. “Em 2025 observamos um número anormalmente elevado de intrusões de poeira do Saara, que, somadas à fumaça e ao ozônio, reforçam a necessidade de medidas de mitigação”, afirmou.
O relatório conclui que o verão europeu de 2025 foi um exemplo claro da interligação entre mudanças climáticas, ondas de calor e degradação da qualidade do ar. Para os especialistas, compreender esses padrões é essencial para proteger a saúde pública e antecipar os impactos ambientais nos próximos anos.
