Os dados divulgados agora mostram um saldo negativo de 1,7 milhão de inscritos no programa na comparação com o fim de 2024. As saídas começaram a ser registradas com mais intensidade em julho.
A baixa de cadastros se deve, principalmente, a um pente-fino realizado pelo governo para tirar pessoas que não se encaixam mais nas regras do programa, como em casos de fraudes por declarações de informações falsas.

O Cadastro Único, sistema que reúne dados das pessoas mais pobres do país, passou por uma reformulação em março de 2025 para ficar mais moderno e eficiente. Os dados de renda passaram a ser atualizados automaticamente, diminuindo a possibilidade de fraudes em programas sociais como o Bolsa Família.
Apesar da baixa de cadastros, o valor médio do benefício subiu de R$ 671,54 em agosto para R$ 682,22 em setembro. Isso porque, além dos R$ 600 de base, muitas famílias recebem adicionais por filho pequeno e mulheres grávidas na família, por exemplo.
A alta do benefício médio impediu que o custo total do programa caísse. Os repasses passaram de R$ 12,86 bilhões em agosto para R$ 12,97 bilhões agora, uma alta de 0,8%.

BENEFICIÁRIOS POR REGIÃO
Eis a divisão, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social:
- Nordeste – 8,89 milhões de famílias atendidas;
- Sudeste – 5,37 milhões;
- Norte – 2,48 milhões;
- Sul – 1,31 milhão;
- Centro-Oeste – 1 milhão.
CALENDÁRIO DE PAGAMENTOS
O Bolsa Família é depositado de maneira escalonada. Os pagamentos de setembro começaram a ser feitos na 4ª feira (17.set). Os beneficiários com NIS (Número de Identificação Social) final 1 já podem movimentar os valores.
Quem tem o 2 como último dígito do NIS recebe na 5ª feira (18.set), e assim por diante. As transferências seguem até o dia 30.

