Às 10h24 (horário de Brasília), o contrato de dezembro do arábica recuava 5,29% na B3, cotado a US$ 432 por saca de 60 kg. O vencimento de março também operava em baixa, de 5,48%, a US$ 426.
Na Nymex, o contrato de dezembro caía 5,47%, a US$ 360 por saca, e o de março recuava 5,72%, negociado a US$ 340.
O movimento foi atribuído ao avanço das exportações do Vietnã e à publicação de um guia europeu para padronizar a medição da pegada ambiental no setor.
EXPORTAÇÕES VIETNAMITAS
Segundo dados da Alfândega do Vietnã, o país embarcou 624.230 sacas de café na 1ª quinzena de setembro.
O volume representa 47,05% da média histórica para o mês nos últimos 5 anos e 72,59% do registrado em setembro de 2024. Embora abaixo da média, o ritmo é considerado mais forte do que o do ano passado e amplia a percepção de maior oferta no mercado.
O Vietnã deve colher a maior safra em 4 anos, estimada em 1,76 milhão de toneladas (cerca de 29,4 milhões de sacas), de acordo com traders e analistas consultados pela Bloomberg. O volume será 6% maior que o da temporada anterior.
O país é o maior produtor global de robusta, variedade usada principalmente em cafés solúveis e blends de espresso.
REGULAÇÃO EUROPEIA
Na Europa, a FEC (Federação Europeia do Café) lançou nesta semana um guia para unificar metodologias de cálculo da pegada ambiental. A medida atende às novas diretrizes da União Europeia contra o greenwashing –prática em que empresas ou setores promovem uma imagem de sustentabilidade sem, de fato, adotar ações ambientais consistentes.
