O TFFF foi concebido para remunerar países que mantêm suas florestas tropicais em pé. O modelo prevê repasses anuais que poderão chegar a US$ 4 bilhões por hectare preservado, com base em monitoramento por satélite. A iniciativa conta com apoio do Banco Mundial, de organizações internacionais, da sociedade civil, de povos indígenas e de comunidades locais.
O anúncio de Lula foi bastante aplaudido, tanto no momento em que apresentou o aporte inicial quanto no encerramento de seu discurso. A primeira-dama, Janja Lula da Silva, estava presente, mas chegou para se sentar próxima ao presidente já na metade da fala.
Lula afirmou que o fundo representa uma mudança estrutural na forma de enfrentar a crise climática: “O TFFF não é caridade. É um investimento de valor, na humanidade e no planeta contra o caos climático”.
O fundo terá um desenho financeiro misto: investimentos soberanos de países desenvolvidos e em desenvolvimento servirão de base para atrair capital privado. Os dividendos serão repartidos entre os investidores e os países que comprovarem a redução do desmatamento a níveis abaixo de 0,5%.
A expectativa é que mais de 70 países em desenvolvimento com florestas tropicais possam receber os recursos. Juntas, as bacias do Amazônia, do Congo e do Mekong concentram cerca de 80% das áreas tropicais remanescentes.
Segundo Lula, a COP30 será um “momento da verdade” para a atual geração de líderes: “As florestas tropicais são fundamentais para manter vivo o propósito de limitar o aquecimento global a 1,5 ºC”.
Assista ao discurso de Lula (7min25):
