Rebelo de Sousa defendeu o multilateralismo, o diálogo e o respeito pelo direito internacional. Segundo ele, esses elementos são essenciais para construir um mundo “estável, pacífico, próspero, plural, representativo e capaz de responder coletivamente aos desafios globais”.
O presidente afirmou que o mundo “esperou” a intervenção de potências nos conflitos em Gaza e na Ucrânia para chegar a um cessar-fogo que não foi alcançado. Não citou nominalmente os EUA, mas pediu “diálogo entre os países de todos os continentes” para alcançar a paz, em oposição a soluções unilaterais.
“O mundo é e continuará a ser multipolar”, disse. Mas, segundo ele, a ONU precisa passar por reformas para responder a esse novo contexto.
Lembrou a experiência da Liga das Nações e defendeu que suas lições não sejam ignoradas, para que a comunidade internacional não “abandone seus princípios”. Para ele, a atuação da ONU deve estar ancorada em 3 princípios prioritários:
- Prevenção;
- Parceria;
- Proteção.
A autoridade também citou o desenvolvimento como matriz para reduzir desigualdades, mas enfatizou que tem de ser sustentável e com respeito ao meio ambiente. Citou a necessidade de atenção às mudanças climáticas e mencionou o Pacto para o Futuro –acordo negociado na cúpula de 2024 que busca reforçar a capacidade das instituições internacionais e promover direitos humanos, desenvolvimento sustentável e governança mais eficaz.
O presidente homenageou o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, por seu “humanismo e devoção ao direito internacional”, dizendo ser “um orgulho ter um português” no cargo e afirmando que a ONU “sempre pode contar com o apoio de Portugal”.
Referindo-se ao passado do país luso, disse que Portugal “viveu uma ditadura e encontrou na ONU a chance de redescobrir valores e participar de soluções globais”.
