O recurso foi protocolado com as assinaturas de Sóstenes, Zucco e da líder da Minoria, Carol de Toni (PL-SC), que havia cedido a posição para Eduardo. A indicação como líder da Minoria foi feita em 16 de setembro para que o congressista não perdesse o mandato. Isso porque há uma medida que assegura isenção aos líderes partidários de ter de justificar as suas ausências. Esse instrumento foi publicado em 5 de março de 2015, em ata da Mesa Diretora da Câmara, quando Eduardo Cunha era presidente da Casa.
“Frente a tudo isso, nós, junto com a deputada Carol de Toni e o líder Zucco, estamos entrando com um recurso para a Mesa Diretora, porque esta é uma decisão da Mesa Diretora de 2015. Essa resolução ainda vale”, disse Sóstenes a jornalistas. Segundo o líder do PL, agora, a Mesa terá 2 caminhos a seguir: apreciar o tema ou revogar o ato de 2015.
Eduardo Bolsonaro já acumulou 23 faltas não justificadas (62,16% das sessões) em 2025 e pode perder o mandato por ultrapassar o limite de ausências permitidas (1/3 das sessões) sem justificativa. O deputado está nos Estados Unidos desde fevereiro e tem processos contra ele em tramitação na Câmara.
Sóstenes questionou por que a decisão de Motta não foi anunciada antes, considerando que a indicação foi oficializada há 1 semana, na última 3ª feira (16.set). O congressista afirmou que, caso insistam em barrar a nomeação, ficará “claro que é para perseguir o deputado Eduardo Bolsonaro”.
Esta reportagem foi escrita pela estagiária Isabella Luciano sob a supervisão do chefe de Redação, Brunno Kono.
