O líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), esteve com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na 2ª feira (22.set). Um dos assuntos debatidos foi a possibilidade de avançar um projeto só com a dosimetria, o que não agradou o antigo chefe do Executivo, condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado em 2022.
Segundo apurou o Poder360, a bancada do partido na Câmara estuda a possibilidade de apresentar uma emenda ou votar contra caso o projeto não contemple o perdão.
PL DA DOSIMETRIA
A Câmara aprovou na 4ª feira (17.set) o pedido de urgência para debater o projeto de lei que anistia os condenados pelos atos de vandalismo em Brasília do 8 de Janeiro. Foram 311 deputados a favor e 163 contra para acelerar a tramitação do texto.
O texto aprovado foi um apresentado pelo deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) em 2023. A proposta, do jeito que está, concede anistia a todos os envolvidos em atos desde 30 de outubro de 2022. Ou seja, não abarca somente quem esteve na praça dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.
A avaliação é de que uma anista ampla não será aprovada no Congresso. Além de também ser alvo de rejeição por uma parte da população –o que desgastaria a imagem dos congressistas em ano pré-eleitoral.
Para isso, o projeto de Crivella será usado como uma “carcaça” para construir um texto substitutivo de consenso. O problema é que o PL, maior fiador da proposta, é contra um texto que reduza as penas em vez de conceder perdão a todos os envolvidos –o que pode beneficiar Bolsonaro.
