“As tratativas no governo anterior eram basicamente de transformação produtiva. Energia limpa, minerais raros, biocombustíveis. Havia várias ações nesse campo. Agora é outro governo. Não tivemos a oportunidade ainda de ouvi-los sobre a visão que eles têm de cooperação”, declarou.
Haddad disse ser necessário “separar política da economia” e defendeu a reversão das sobretaxas com “volta ao diálogo institucional” entre os 2 países.
“Tem que reverter. Em algum momento tem que ser revertido. Há um processo de negociação e a demanda do Brasil é a reversão e a volta ao diálogo institucional normal entre 2 países amigos há 2 séculos”, afirmou.
Segundo o ministro, não há nova lista de exceções à sobretaxa. Haddad também sinalizou a possibilidade de parceria com os EUA e outros países.
“Estamos para fechar um acordo com a UE, tínhamos tratativas em curso no âmbito energético, transformação ecológica, aproveitamento de minerais críticos em terras raras para reindustrializar o Brasil em parceria com outros países. Temos muitos termos de acordo que já estavam em processo e podem ser retomados se as coisas voltarem à normalidade”, afirmou.
A declaração foi dada depois de participar do 2º Congresso de Direito Tributário do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), em Brasília.
