Milei usou a declaração para reafirmar o equilíbrio fiscal como base inegociável de sua política econômica. Com derrotas no Congresso argentino e nas eleições provinciais de Buenos Aires, o presidente disse ser necessário fazer com que o “pão de hoje não signifique fome amanhã” para garantir um desenvolvimento sustentável.
Depois da perda de popularidade e mirando as eleições legislativas de 26 de outubro, Milei mandou uma mensagem aos argentinos: “o crescimento econômico pode parecer lento e se ver momentaneamente paralisado, porque o progresso nunca é linear”, mas é a “consistência a longo prazo” que se faz capaz de combater a pobreza.
O argentino atrelou a crise econômica do país a seus antecessores e criticou políticos populistas e que sufocam a máquina pública. “A Argentina é o único pais da região que não cresceu nos últimos 15 anos”, afirmou Milei. Acrescentou que “não há crescimento possível” sem direito à propriedade e ao livre mercado.
“Tivemos a gigante tarefa de administrar a escassez extrema“, justificou o argentino. O país tem sofrido um agravamento de sua situação econômica depois de incertezas políticas, como reveses na base de apoio e a acusação de corrupção contra Karina Milei, secretária-geral e irmã do presidente, que assolam a governabilidade e futuro de Milei.
Na 2ª feira (22.set), o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou um possível auxílio financeiro à Argentina -o que acalmou parte da turbulenta maré de descrença sobre a economia do país. Em reunião bilateral com o argentino na 3ª feira (23.set), o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano) defendeu Milei e se mostrou favorável à sua reeleição.
Esta reportagem foi produzida pelo estagiário de jornalismo João Lucas Casanova sob supervisão da editora-assistente Aline Marcolino.
