“A controvérsia territorial entre nossos Estados está agora perante a CIJ (Corte Internacional de Justiça), que já confirmou sua jurisdição duas vezes e, em 2023, emitiu medidas provisórias ordenando que a Venezuela se abstivesse de alterar o status quo”, disse o presidente na ONU.
“No entanto, a Venezuela persiste com leis unilaterais e ameaças de anexação, violando flagrantemente o direito internacional, a Carta da ONU e os próprios princípios que sustentam a ordem global”, acrescentou. “Não nos curvaremos à coerção, à intimidação ou à ação unilateral”, concluiu Ali.
A controvérsia sobre a fronteira está centrada na região de Essequibo, que representa 70% do território da Guiana. A Venezuela reivindica o território há décadas, embora a Sentença Arbitral de 1899 tenha estabelecido a fronteira em favor da Guiana.
Em abril de 2025, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (Partido Socialista Unido da Venezuela, esquerda), declarou que “mais cedo ou mais tarde” anexará Essequibo. A região tem uma abundância de recursos naturais, como petróleo, diamante e minerais.
Maduro argumentou que o local sempre pertenceu aos venezuelanos e que poderá usar uma ação militar para tomar a região. Os Estados Unidos, no entanto, ameaçaram retaliar um ataque da Venezuela à Guiana. O Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse: “Seria um dia muito ruim, uma semana muito ruim para eles [venezuelanos]. Seria um grande erro. Não terminaria bem”.
