“A nossa ideia é que no futuro a Infraero possa ampliar o seu papel na aviação regional. Eu acho que a Infraero pode se transformar em um grande operador de aeroportos regionais no Brasil”, afirmou em conversa com jornalistas durante a assinatura de repactuação contratual do Galeão, no Rio de Janeiro.
A Infraero encolheu 55,3% em seu quadro de funcionários nos últimos 15 anos. Em 2010, eram 14.056 empregados; em setembro de 2025, 6.289. Quase metade deles (2.691) está cedida a outras estatais –em 2010, eram apenas 133.
Em discurso na posse do novo diretor-geral da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), em 17 de setembro, Costa Filho afirmou que o Brasil precisa “discutir o papel da Infraero” e que “cabe ao privado cuidar do setor da aviação”.
O aceno foi feito enquanto o governo negocia a renovação de concessões de aeroportos, incluindo a venda de toda participação da Infraero no Galeão e possíveis parcelas em Viracopos (Campinas) e no Aeroporto Internacional de Brasília.
No plano do governo, a Infraero cuidaria de aeroportos menores, mas com capacidade de operar sem déficit, enquanto os recursos obtidos com as grandes concessões seriam destinados a investimentos em infraestrutura nos terminais considerados médios.
A estratégia também projeta incentivar o setor privado a assumir compromissos de investimento em aeroportos regionais.
