“O mundo não se lembra mais de 7 de Outubro, mas Israel se lembra”, afirmou Netanyahu.
O premiê israelense também usou o discurso para reforçar sua retórica contra o Hamas. Afirmou que “Israel precisa acabar com o trabalho” iniciado depois dos ataques de 7 de outubro de 2023.
Também pediu a libertação imediata dos quase 50 reféns que ainda estão sob controle do Hamas, citando-os nominalmente. Netanyahu usou parte do discurso para falar diretamente aos reféns, por meio de alto-falantes posicionados pelo Exército israelense ao longo da Faixa de Gaza, e afirmou que levará “todos para casa”.
Também se referiu diretamente ao Hamas, pedindo para que o grupo se desarme: “Se o fizerem, viverão; se não, Israel caçará vocês”. O primeiro-ministro disse que o cessar-fogo poderia ser alcançado se o Hamas aceitasse as condições impostas por seu país.
O primeiro-ministro rebateu ainda as acusações de genocídio na condução da ofensiva pelo Exército israelense em Gaza, citando esforços para minimizar os efeitos do conflito sobre a população do território.“Um país cometendo genocídio avisaria-os para sair? Os nazistas pediram para os judeus saírem? Claro que não”, declarou.
Netanyahu acusou o Hamas de utilizar civis “como escudo” e “roubar as toneladas de alimentos” enviados pelo país à região. Em agosto de 2025, a ONU constatou que mais de 500.000 pessoas em Gaza estão passando fome.
Netanyahu falou por quase 40 minutos –bem mais que os 15 minutos recomendados pela ONU. Quando ele tomou o púlpito, delegações de diversos países deixaram a sala em protesto. A brasileira foi uma delas.
