Em um encontro com autoridades sul-coreanas, o vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, afirmou que Washington “acolhe” engenheiros estrangeiros que constroem fábricas sul-coreanas.
Landau comprometeu-se a abrir um balcão especial na Embaixada dos EUA em Seul para processar vistos desses profissionais. Segundo o jornal, a expectativa é que as garantias encorajem empresas sul-coreanas a retomar o envio de técnicos para as obras.
A medida é tomada após uma ação comandada pelo ICE (Serviço de Imigração dos EUA) em 4 de setembro, que prendeu 317 trabalhadores sul-coreanos em um canteiro de obras de uma fábrica de baterias para veículos elétricos em Ellabell, no Estado da Geórgia. O empreendimento é uma joint venture da Hyundai Motor Group com a LG Energy Solution.
Segundo o governo norte-americano, os detidos estavam no país com vistos temporários para turismo ou negócios e foram acusados de trabalhar ilegalmente. Eles eram enviados em regime de rodízio com vistos B-1 ou sob o ESTA. Após conversas entre autoridades dos países, foram libertados e repatriados em um voo fretado.
Na altura, o presidente Donald Trump (Partido Republicano) ofereceu a possibilidade de permanência para treinar trabalhadores norte-americanos, mas apenas um aceitou a proposta.
Trump também pediu que as empresas estrangeiras que façam investimentos nos EUA respeitem as leis locais.
O governo sul-coreano alertou que, sem a remoção dos obstáculos de visto, suas empresas poderiam hesitar em investir nos EUA.
Em comunicado, a LG Energy Solution declarou que, com o mais recente acordo entre os governos, fará “preparações completas” para construir e operar sua planta nos Estados Unidos. Parte dos repatriados relatou ter ficado traumatizada com a detenção, enquanto outros disseram estar dispostos a voltar se as questões de visto forem resolvidas.
