No mesmo período em 2024, quando foi registrada uma das piores epidemias de dengue no país, tinham sido contabilizados mais de 6.421.864 de casos prováveis e 6.213 mortes pela doença, além de 313 óbitos sob investigação.
No intervalo da 39ª semana (21 a 27 de setembro), comparando 2024 e 2025, houve uma queda de 75% no número de casos prováveis e de 73% no número de mortes.

O total de casos e mortes registrado em 2025 é semelhante ao de 2023 (1,49 milhão).

O coeficiente de incidência da doença até a 39ª semana de 2025 é de 750 casos por 100 mil pessoas. No mesmo período de 2024, era de 3.020 casos por 100 mil.
Em 2025, a maior parte dos casos prováveis se concentra na faixa etária de 20 a 29 anos, seguida pelos grupos de 30 a 39, de 40 a 49 e de 50 a 59.
As mulheres somam 54% dos casos e os homens, 46%. As pessoas brancas respondem pelo maior número dos casos (49,3%), seguida das pardas (31%) e das pretas (4,8%). Não há informação relativa à raça ou cor em 13,5% dos casos.
CASOS E MORTES POR ESTADO
São Paulo o maior a maior parte dos casos, com 882.344 notificações. Em seguida vêm Minas Gerais (157.308), Paraná (106.138) e Goiás (93.813).
Os dados reforçam o peso da doença no Sudeste e no Sul, enquanto Estados do Norte e Nordeste, como Roraima (436) e Sergipe (986), aparecem com os menores índices proporcionais.
O Ministério da Saúde informa que os dados disponíveis no painel são preliminares e podem ser alterados.

Em relação ao número de mortes, São Paulo também liderou o ranking, com 1.090 registros –o equivalente a 66% do total. Minas Gerais (138), Paraná (128) e Goiás (82) também aparecem entre os mais afetados.
Já unidades da federação como Espírito Santo, Distrito Federal, Alagoas e Rondônia registraram uma morte cada.

DENGUE
A dengue é transmitida pelas fêmeas do mosquito Aedes aegypti, também responsável pela disseminação dos vírus da zika e chikungunya.
O vírus da dengue tem 4 sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), que, no geral, causam os mesmos sintomas, embora os sorotipos 2 e 3 sejam considerados mais virulentos por se espalharem com mais facilidade.
Cada pessoa pode ser infectada até 4 vezes, uma para cada tipo de vírus, pois a imunidade adquirida depois da infecção é específica para o sorotipo contraído. Depois de uma nova infecção por outro sorotipo, o risco de desenvolver formas graves da doença aumenta.
