As informações correspondem ao período de 29 de dezembro de 2024 a 27 de setembro de 2025. Segundo o monitoramento, 112 mortes pela doença foram registradas neste intervalo de tempo. Outras 73 estão em investigação. Em relação ao período anterior, houve queda também de 52% no número de mortes.

O Mato Grosso concentra metade do número de casos prováveis do país, com 49.251 infecções. Minas Gerais (18.591 casos) e Mato Grosso do Sul (13.408) completam a lista de Estados com números expressivos de ocorrências.
As regiões Centro-Oeste e Sudeste respondem por 78% das infecções. No Sul, o destaque é o Paraná, com 7.163 casos. O Norte e o Nordeste somam 18.592 registros, o equivalente a 14% do total.

O Mato Grosso também é o Estado com maior número de mortes por chikungunya em 2025, segundo o Ministério da Saúde. Até 27 de setembro, foram confirmados 60 mortes no território mato-grossense, o equivalente a mais da metade das 112 mortes registradas em todo o país.
Em seguida aparecem Mato Grosso do Sul (15) e Paraná (8). No total, 13 Estados registraram vítimas fatais pela doença neste ano, enquanto as demais unidades da Federação não tiveram óbitos confirmados.

Segundo o painel do MS, o coeficiente de incidência da Chikungunya no país na 4ª feira (1°.out.2025) era de 58 casos para cada 100 mil habitantes. As mulheres representam 60% dos casos confirmados. Na análise por raça/cor, 54% dos infectados são pardos, 32,8% são brancos e 5,42% são negros.
O Ministério da Saúde informa que os dados disponíveis no painel são preliminares e podem ser alterados.
CHIKUNGUNYA
A chikungunya (CHIKV) é um arbovírus transmitido pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Aedes aegypti — vetor também da dengue e da zika. No Brasil, até o momento, o vetor envolvido na transmissão é o Aedes aegypti, que também dissemina o Zika vírus e a dengue.
A doença foi introduzida no continente americano em 2013. Na ocasião, desencadeou epidemias em países da América Central e ilhas do Caribe. No segundo semestre de 2014, o Brasil confirmou a presença do vírus nos estados do Amapá e Bahia. Atualmente, a Chikungunya é transmitida em todo o território brasileiro.
A região Nordeste concentrava a maior parte dos casos. A partir de 2023, o vírus passou por um processo de dispersão territorial, principalmente em direção à região Sudeste.
