Embora a participação de Israel em competições de futebol não tenha sido incluída formalmente na agenda da reunião, Infantino abordou o tema em suas observações iniciais na sede da federação na Suíça.
“Nossos pensamentos estão com aqueles que sofrem nos muitos conflitos que existem ao redor do mundo hoje, e a mensagem mais importante que o futebol pode transmitir agora é de paz e unidade”, disse o italiano de 55 anos.
O dirigente revelou ter se encontrado com o presidente da PFA (Associação de Futebol da Palestina), Jibril Rajoub, na 5ª feira (02.out.2025). Em publicação no Instagram, Infantino afirmou: “Elogio o presidente Rajoub e a PFA por sua resiliência neste momento e reiterei a ele o compromisso da Fifa de usar o poder do futebol para unir pessoas em um mundo dividido.”
A seleção israelense participa atualmente das eliminatórias europeias para a Copa do Mundo masculina do próximo ano, enquanto o clube Maccabi Tel Aviv disputa a Liga Europa. A Anistia Internacional tem pressionado tanto a Fifa quanto a Uefa para suspenderem a Associação de Futebol de Israel de seus torneios.
Israel ocupa a 3ª posição em seu grupo de qualificação para a Copa do Mundo, organizado pela Uefa, com 6 pontos a menos que a líder Noruega. O 1º colocado de cada grupo se qualifica automaticamente para o torneio, enquanto os segundos colocados disputam repescagem.
O vice-presidente da Fifa, Victor Montagliani, afirmou na 4ª feira (01.out.2025) que a Uefa deveria tomar a decisão sobre Israel. “Antes de mais nada, [Israel] é membro da Uefa, não diferente de eu ter que lidar com um membro da minha região por qualquer motivo. Eles têm que lidar com isso”, disse ele.
A Copa do Mundo de 2026 será sediada pelos Estados Unidos, México e Canadá. A administração do presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) prometeu combater qualquer tentativa de bloquear a participação de Israel no torneio.
O relatório da ONU indicou haver motivos razoáveis para concluir que 4 dos 5 atos genocidas definidos pelo direito internacional foram praticados por Israel em Gaza desde o início da guerra em 2023. Um painel de especialistas em direitos humanos da ONU pediu à Fifa e à Uefa que suspendessem a seleção israelense do futebol internacional, afirmando: “O esporte deve rejeitar a percepção de que é negócio como de costume.”
Israel tem negado que suas ações em Gaza constituam genocídio e afirma que são justificadas como meio de autodefesa. Seu ministério das Relações Exteriores classificou o relatório da ONU como “distorcido e falso.”
