A liberação das emendas voltou a acelerar no fim de setembro, depois de ficar quase estagnada em agosto, como mostrou o Poder360 à época. A maior parte dos valores empenhados agora foi para bancadas e comissões.
No total, há:
- R$ 23,4 bilhões empenhados (uma espécie de promessa de pagamento);
- R$ 13,6 bilhões efetivamente pagos (quando o dinheiro cai de fato na conta).

As informações do infográfico acima são do Siop (Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento) e foram atualizadas nesta 2ª feira (6.out). Trazem dados de emendas liberadas até 3 de outubro.
As emendas interessam diretamente aos deputados e senadores. No ano que vem, 2026, há eleição e os congressistas querem ter obras para mostrar aos eleitores –seja para se reeleger ou para ajudar aliados.
EMPENHO X PAGAMENTO
A fase do empenho é diferente do pagamento.
O empenho é o 1º estágio da execução da despesa pública. É quando o governo formaliza que reservará uma parcela do dinheiro disponível no Orçamento para o projeto proposto por algum deputado ou senador.
Depois do empenho, o valor é, de fato, reservado. Funciona como um seguro da autoridade de que o pagamento será feito. Com isso, o serviço indicado por uma emenda pode ser contratado –na expectativa de que o pagamento vai de fato ocorrer em algum momento.
Depois do empenho vem o estágio da liquidação –quando o governo reconhece que o serviço contratado foi entregue– e, por último, o pagamento propriamente dito, com a liberação da verba na conta de quem executou o serviço.
