O tribunal, composto por maioria conservadora, avaliará ações unilaterais implementadas pelo presidente norte-americano desde seu retorno à Casa Branca, em janeiro deste ano. O atrito se dá enquanto Trump busca expandir seus poderes presidenciais.
A corte irá analisar, por exemplo, disputas sobre imposição de tarifas sem aprovação do Congresso, cortes orçamentários federais, interferência sobre agências independentes e envio de tropas federais a cidades onde Trump alega haver criminalidade elevada, mesmo contra a vontade de autoridades locais.
Além disso, os juízes examinarão se leis federais que proíbem o presidente de remover integrantes de agências independentes violam a autoridade executiva, e se a tentativa de Trump de demitir Lisa Cook de sua posição como governadora do Fed (Federal Reserve) é constitucional.
O tribunal irá decidir sobre a legalidade das tarifas impostas unilateralmente por Trump sobre importações estrangeiras, revisar cortes de gastos federais sem aprovação do Congresso, analisar demissões de funcionários públicos e avaliar políticas de imigração e deportação.
Questões culturais e eleitorais, como a proibição da terapia de conversão no Colorado, casos de atletas transgêneros, disputa sobre contagem de votos por correio e ações sobre direito de voto também serão discutidas.
O período de julgamentos da Suprema Corte norte-americana, iniciado em outubro de 2025, se estenderá até junho de 2026 –prazo máximo para o tribunal emitir decisões finais sobre todos os casos do termo.

