O projeto recebeu o nome de Garfield, sigla em inglês para “evitar o greenwashing por meio da transparência: uma iniciativa do futebol para que líderes ambientais se desenvolvam”.
Financiado pela União Europeia, o Garfield terá duração inicial de 2 anos e meio. O consórcio está desenvolvendo uma ferramenta para avaliar relatórios de sustentabilidade de clubes de futebol, identificando riscos de greenwashing e destacando boas práticas.
Entre as ações, estão a capacitação de funcionários e a criação de um instrumento específico para auxiliar clubes na comunicação correta de dados ambientais. O último encontro do grupo foi realizado em junho de 2025, na Alemanha.
Há intenção de expandir o programa para incluir mais clubes e prolongar sua duração, embora não haja definição sobre novas adesões. Um dos objetivos é preparar as equipes para atender à diretiva de relatórios de sustentabilidade corporativa da União Europeia, em vigor desde 2023. O futebol europeu terá de se adequar às exigências da norma até 2028.
Contexto global
O lançamento do Garfield é realizado em meio a críticas a patrocínios considerados ambientalmente controversos no futebol. Na semana passada, a revista Forbes destacou que a Fifa foi questionada por atletas e organizações ambientais depois de fechar acordo com a Aramco, petrolífera estatal da Arábia Saudita. O contrato é estimado em US$ 100 milhões (R$ 561 milhões) por ano.
Segundo a organização Influence Map, a Aramco é a maior emissora de gás carbônico do setor e não cumpre obrigações do Acordo de Paris para redução de gases do efeito estufa.
