A medida assegura ao depoente o direito de não responder perguntas que possam incriminá-lo.
Para o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), o habeas corpus “blinda” o dirigente sindical e outros investigados.
“Estamos diante de um grande movimento de blindagem de pessoas próximas ao governo que usam da legislação para não dar explicações aos brasileiros”, afirmou.
Assista no Poder360:
OPERAÇÃO DA PF
O Sindnapi é alvo da operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga supostas fraudes em descontos associativos aplicados a benefícios do INSS. A corporação cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da entidade, em São Paulo, nesta 5ª feira (9.out).
A entidade é ligada à Força Sindical e tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
PEDIDOS PARA DEPOIMENTO
O depoimento de Milton Cavalo foi solicitado em 10 requerimentos aprovados pela CPMI. Entre os autores estão os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Damares Alves (Republicanos-DF) e os deputados Bia Kicis (PL-DF), Adriana Ventura (Novo-SP) e Duarte Jr. (PSB-MA).
A CPMI ainda deve deliberar sobre 78 requerimentos pendentes, incluindo a convocação do advogado Eli Cohen —responsável por denúncias de fraudes previdenciárias— e pedidos de quebra dos sigilos bancário e fiscal da mulher de Milton, Dauliesi Giacomasi Souza, referentes ao período de janeiro de 2019 a 3 de outubro de 2025.
Relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) indicam que o Sindnapi movimentou R$ 6,5 milhões em espécie de janeiro de 2019 a junho de 2025, somando depósitos e saques em contas da entidade. O volume total de transações no período chegou a cerca de R$ 1,2 bilhão, segundo as apurações.
