Em uma ação judicial de 327 páginas movida na 4ª feira (8.out.2025), a cidade alegou que Meta, Alphabet, Snap e ByteDance criaram um “incômodo público” ao explorar intencionalmente a psicologia de jovens usuários de redes sociais para mantê-los viciados.
A cidade de NY afirmou que os algoritmos das plataformas são projetados para maximizar o engajamento em detrimento da saúde mental dos jovens, contribuindo para a perda de sono, absenteísmo crônico e comportamentos de risco, como “subway surfing”, ou seja, andar em cima de trens em movimento. Todos esses comportamentos, segundo o processo, estão custando caro às escolas, aos educadores e ao sistema de saúde pública.
“O uso de redes sociais por adolescentes tem sido recentemente implicado em aumentos alarmantes de atividades perigosas e até mesmo mortais fora do campus na cidade de Nova York”, alega o processo obtido pelo Business Insider.
A ação judicial ainda citou dados do Departamento de Polícia de NY de que pelo menos 16 adolescentes morreram em tais incidentes desde 2023, incluindo duas meninas de 12 e 13 anos, que morreram em outubro.
O Departamento Jurídico da Cidade de NY afirmou, em comunicado ao Business Insider, que as redes sociais resultaram em “interferência substancial” nas operações de distritos escolares e hospitais públicos que prestam serviços de saúde mental a jovens. O Distrito Escolar da Cidade de NY e a Corporação de Saúde e Hospitais da Cidade de NY também são autores no caso.
Entre os réus, a Meta é dona do e do Instagram, a Snap administra o Snapchat, e a Alphabet é dona do Google e do YouTube. O governo Trump está facilitando um acordo para a ByteDance vender o TikTok, mas a empresa chinesa ainda é dona da plataforma.
“Esses processos judiciais não compreendem fundamentalmente o funcionamento do YouTube e as alegações simplesmente não são verdadeiras”, disse José Castañeda, porta-voz do Google, ao Business Insider. “O YouTube é um serviço de streaming onde as pessoas assistem a tudo, desde esportes ao vivo a podcasts e seus criadores favoritos, principalmente na TV, não uma rede social onde as pessoas vão para conversar com os amigos”, acrescentou.
