Para 2026, deve avançar 1,4 milhão de bpd, para 106,5 milhões de bpd. Leia a íntegra (PDF – 2 MB) do relatório divulgado nesta 2ª feira (13.out.2025).
Segundo o cartel, a demanda nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) deve crescer em torno de 100 mil barris por dia em 2025 e 2026. Já nas economias de fora do bloco, a projeção é de um aumento mais expressivo, de aproximadamente 1,2 milhão de barris diários em cada um dos 2 anos.
Para a oferta global, a Opep calcula crescimento de 800 mil bpd em 2025 e de 600 mil bpd em 2026 entre países fora do grupo. Os principais impulsionadores continuarão sendo Estados Unidos, Brasil, Canadá e Argentina, que devem compensar a produção mais contida dos membros do cartel.
O relatório ressalta que, apesar das tensões comerciais e da volatilidade geopolítica, a atividade global segue resiliente, sustentando o consumo de energia e os preços do petróleo.
CRESCIMENTO ECONOMICO
A expansão econômica mundial deve ser de 3% em 2025 e 3,1% em 2026, impulsionada por um desempenho sólido nos EUA e pela recuperação gradual da atividade industrial na China.
A Opep também manteve suas projeções regionais: o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano deve crescer 1,8% em 2025 e 2,1% em 2026; o da zona do euro, 1,2% em ambos os anos; e o da China, 4,8% e 4,5%, respectivamente.
Para a oferta global, a Opep estima crescimento de 800 mil bpd em 2025 e de 600 mil bpd em 2026 entre países fora do grupo. Os principais impulsionadores continuarão sendo Estados Unidos, Brasil, Canadá e Argentina, que devem compensar a produção mais contida dos membros do cartel.
BRASIL
A produção total de combustíveis líquidos do Brasil recuou 68.000 bpd em agosto, para 4,7 milhões de bpd, segundo o relatório. O volume ficou abaixo do recorde de julho, de 4,8 milhões de bpd.
O resultado reflete a mesma redução observada na produção de petróleo, que também caiu 68.000 bpd no mês, para 3,9 milhões de bpd.
Mesmo com a retração, o cartel manteve suas projeções para a oferta brasileira nos próximos anos. A Opep estima um aumento de cerca de 230 mil bpd em 2025, para uma média de 4,4 milhões de bpd, e expansão adicional de 160 mil bpd em 2026, chegando a 4,5 milhões de bpd, em linha com o relatório anterior.
No cenário econômico, a organização também manteve suas projeções para o crescimento do PIB brasileiro. A expectativa é de alta de 2,3% em 2025 e de 2,5% em 2026. O relatório cita como riscos de baixa o impacto das tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump (Republicano), e as dificuldades fiscais internas.
A Opep projeta ainda que a inflação no Brasil seguirá em torno de 5% no próximo ano e projeta que o Banco Central manterá a taxa básica de juros, a Selic, até pelo menos o fim do 1º semestre de 2026, conforme sinalizado na ata de setembro da autoridade monetária.
