O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump(Republicano), declarou o “fim do pesadelo” e o início de um “novo Oriente Médio” durante discurso no Knesset, Parlamento de Israel, nesta 2ª feira (13.out.2025). Ele desembarcou no país no mesmo dia da libertação de reféns israelenses, parte essencial do acordo de cessar-fogo com o Hamas.
“Não é o fim apenas de uma guerra. É o fim de uma era de terror e morte. O início de uma era de fé e esperança”, afirmou Trump. “Finalmente, não apenas para israelenses, mas também para palestinos, o longo e doloroso pesadelo acabou”.
Durante mais de uma hora de discurso, Trump foi aplaudido diversas vezes. Ele valorizou os “20 corajosos reféns, que voltarão agora para o glorioso abraço das suas famílias”.
O presidente norte-americano afirmou que o fim da guerra sinaliza “um momento muito bonito para Israel e todo o Oriente Médio” e que “daqui a gerações, este será lembrado como o momento em que tudo começou a mudar”.
“As forças do caos, do terror e da ruína, que ditaram o ritmo, agora estão isoladas e vencidas”, disse. “Vamos construir um futuro digno da nossa herança. Vamos deixar um legado do qual todos os povos desta região possam se orgulhar”.
Trump destacou que novas ligações de amizade podem ser construídas na região, citando locais como Beirute, Damasco, Egito, Arábia Saudita, Qatar, Índia, Paquistão, Indonésia, Iraque, Síria e outros.
“Agora é hora de transformar essas vitórias contra os terroristas no campo de batalho no prêmio máximo da paz e da prosperidade para todo o Oriente Médio. Já está mais do que na hora de vocês poderem aproveitar os frutos do seu trabalho”, disse.
O presidente também falou sobre seus antecessores. Disse que Biden é “de longe” o pior presidente que o país já teve e que Obama “não fica muito atrás”.
“Isso que estamos fazendo poderia ter acontecido há muito tempo, mas estávamos estrangulados pelos governos de Barack Obama e Joe Biden. Havia um ódio contra Israel”.
Trump mencionou as outras 7 guerras que diz ter encerrado e indicou que o próximo foco será o conflito entre Rússia e Ucrânia.
Eis as outras guerras citadas por Trump como encerradas pela sua administração:
- Armênia e Azerbaijão – os países assinaram um acordo de paz na Casa Branca em 8 de agosto;
- República Democrática do Congo e Ruanda – Trump anunciou acordo entre as nações em 20 de junho;
- Irã e Israel – os EUA anunciaram em 23 de junho um cessar-fogo após o país entrar na guerra e bombardear o Irã;
- Índia e Paquistão – Trump teria liderado as negociações para o cessar-fogo alcançado em maio, mas a Índia não credita a Casa Branca pela mediação;
- Camboja e Tailândia – a trégua foi divulgada em 28 de julho por incentivo de Trump para retomar as negociações;
- Etiópia e Egito – Trump mediou, ainda na sua 1ª passagem na Casa Branca (2017-2021), conversas sobre o impasse no controle de uma barragem hidrelétrica. As tratativas estão suspensas e não houve acordo assinado;
- Sérvia e Kosovo – também está relacionado ao 1º mandato de Trump; o republicano teria evitado a escalada das tensões, mas não houve acordo assinado e a normalização das relações econômicas não se concretizou.
Antes da fala de Trump, Ohana o chamou de “o melhor amigo que Israel já teve na Casa Branca”.
Ele disse que o presidente norte-americano já é uma “figura gigante” para a comunidade judaica e que merece ser lembrado por muito tempo como líder da democracia.
“Não há uma pessoa neste planeta que tenha feito mais do que você para trazer a paz. A sua eleição foi um ponto de virada não só para os Estados Unidos, mas para todo o mundo”, disse Ohana.
O presidente do Knesset solicitou aplausos para Benjamin Netanyahu e elogiou a condução do premiê durante o conflito, lembrando que ele era o responsável por tomar as decisões difíceis.
Ohana também afirmou que ninguém merece mais do que Trump o próximo Prêmio Nobel da Paz, entregue neste ano à venezuelana María Corina Machado.
Em seu discurso, Netanyahu deu as boas-vindas a Trump, disse que o norte-americano já está na história, ressaltou sua importância na libertação dos reféns, agradeceu em nome de Israel e repetiu que é “o melhor amigo que Israel já teve na Casa Branca”.
“Nenhum presidente dos Estados Unidos fez tanto quanto você”, afirmou. “Juntos, vamos conseguir a paz.”
O líder da oposição, Yair Lapid, também agradeceu a Trump e declarou que nunca houve genocídio.
Assista ao vídeo (28min53s):
