De acordo com relatos nas redes sociais e com as notas oficiais de ao menos 6 distribuidoras, houve quedas de energia em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul, em Pernambuco, no Amazonas, na Bahia, em Goiás, em Minas Gerais e no DF.
Ainda segundo o ONS, a ocorrência no SIN “provocou a interrupção de cerca de 10.000 MW de carga, afetando os 4 subsistemas: Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Norte”.
De acordo com o operador, assim que identificou a interferência, houve uma ação conjunta para restabelecer a energia nas regiões e, cerca de 1h e 30 minutos depois do apagão, “todas as cargas das regiões Norte, Nordeste, Sudeste/Centro-Oeste” foram restabelecidas. As da região Sul voltaram 2h e 30 minutos após a ocorrência.
Ainda nesta 3ª feira (14.out), está programada uma reunião entre o operador e os principais agentes envolvidos no apagão. O ONS afirmou que até 6ª feira (17.out) será produzido um relatório com mais detalhes do ocorrido.
O incêndio desligou toda a subestação paranaense de 500 kV. No momento da interferência, a região Sul transportava cerca de 5.000 MW para o Sudeste/Centro-Oeste.
Enquanto na região Sul houve perda de cerca de 1.600 MW de carga, nas demais regiões houve atuação do Erac (Esquema Regional de Alívio de Carga), que é um plano de ação preventiva usado pelos operadores do sistema elétrico para evitar sobrecargas e manter a segurança do fornecimento de energia.
O MME (Ministério de Minas e Energia) divulgou uma nota com conteúdo semelhante à do ONS, operador ligado ao ministério.
Conforme apurado pelo Poder360, agentes do setor elétrico dizem que ainda há poucas informações para determinar ao certo a causa do incidente. Porém, acrescentam que um apagão em diversos Estados dificilmente seria provocado só pelo incêndio em uma subestação, a não ser que fosse um incêndio de grandes proporções.
O Poder360 procurou as distribuidoras de todos os Estados em que foram registrados relatos de queda de energia. Eis o que disseram:
- Enel Rio – A Enel Rio esclarece que a interrupção de energia que afetou clientes da distribuidora nessa madrugada, às 0h32, foi causada pela atuação do Erac, de responsabilidade do ONS. O fornecimento foi normalizado às 1h22 para 277.000 clientes impactados no Rio;
- Enel SP – A Enel São Paulo esclarece que a interrupção de energia que afetou clientes da distribuidora nessa madrugada, às 0h32, foi causada pela atuação do Erac, de responsabilidade do ONS. Em 8 minutos, por volta das 0h40, os 937.000 clientes afetados em São Paulo tiveram o serviço normalizado;
- Light (Rio) – Nesse início da madrugada, as 00h31, houve atuação do Erac devido a contingência no SIN. A ação teve atuação de 2 estágios do esquema definido pelo ONS, com interrupção para 11 subestações da Light afetando parte Baixada Fluminense, Zona Norte e Zona Oeste em um total de 450.000 clientes. Às 1h05, após autorização do ONS, toda a carga foi restabelecida;
- Neoenergia Brasília – A Neoenergia Brasília informa que, na madrugada desta 3ª feira (14.out), uma ocorrência no SIN afetou o fornecimento de energia em diversos Estados brasileiros. No Distrito Federal, o desligamento foi registrado de 0h31 às 1h06, afetando 8 subestações e interrompendo o fornecimento de energia para cerca de 300.000 clientes;
- Cemig – A Cemig informa que ocorreu, às 00h32 desta 3ª feira (14.out), em sua área de concessão, a atuação do Erac, do SIN, que afetou o fornecimento de energia elétrica em diversos municípios, em todas as regiões do Estado. O restabelecimento de 99% dos clientes ocorreu até às 1h30, após autorização do ONS. Às 06h12, todos os clientes afetados pelo evento foram restabelecidos. As causas da ocorrência, que afetou diversas partes do país, serão apuradas pelo ONS;
- Amazonas Energia – A empresa divulgou que ocorreu uma “perturbação no SIN” às 23h32 de 2ª feira (13.out), “interrompendo o fornecimento de energia em diversos bairros de Manaus, Parintins e Itacoatiara”. Às 0h09, o ONS “autorizou o início do processo de normalização do sistema afetado” e que às 00h25, 100% do sistema afetado foi normalizado.
Não houve resposta da Neoenergia Coelba (Bahia), Neoenergia PE (Pernambuco), Celesc (Santa Catarina) e CPFL RS (Rio Grande do Sul) até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso manifestações sejam enviadas a este jornal digital.
