Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), uma perturbação de grande porte ocorreu às 00h32, exigindo o desligamento controlado de cerca de 10 GW de carga para evitar a propagação da falha e proteger o SIN (Sistema Interligado Nacional).
Eis a lista divulgada pelo Ministério de Minas e Energia os Estados mais afetados pela interrupção:
- São Paulo: 2,6 GW;
- Minas Gerais: 1,2 GW;
- Rio de Janeiro: 0,9 GW;
- Paraná: 0,9 GW;
- Goiás: 0,4 GW;
- Pará: 0,4 GW;
- Bahia: 0,4 GW;
- Pernambuco: 0,3 GW;
- Rio Grande do Sul: 0,3 GW;
- Santa Catarina: 0,2 GW.
PROTEÇÃO DO SISTEMA
O apagão foi resultado de mecanismos automáticos de proteção do sistema elétrico.
Segundo informações preliminares da equipe do Ministério de Minas e Energia, o incêndio teria começado por falha técnica e, quando ocorreu o incêndio na subestação.
O incêndio desligou toda a subestação paranaense de 500 kV (quilovolt). No momento da interferência, a região Sul transportava cerca de 5.000 MW para o Sudeste/Centro-Oeste.
Nas demais regiões houve a atuação do Erac (Esquema Regional de Alívio de Carga), que é um plano de ação preventiva usado pelos operadores do sistema elétrico para evitar sobrecargas e manter a segurança do fornecimento de energia.
- O que é o Erac – é um mecanismo automático do SIN usado pelo ONS para preservar a estabilidade do sistema elétrico em situações de emergência. Funciona desligando temporariamente parte da carga elétrica, de modo a reduzir a demanda sobre a rede quando há falhas em linhas de transmissão, subestações e geradores. Isso provoca um efeito dominó. O objetivo é reduzir danos aos equipamentos e o risco de apagões mais extensos. Cargas essenciais, como hospitais e serviços públicos críticos, são normalmente preservadas.
Com o desligamento da subestação, a interligação entre Sul e Sudeste/Centro-Oeste foi interrompida. Isso afetou também Nordeste e Norte, já que a região Sul exportava cerca de 5.000 MW para o Sudeste/Centro-Oeste no momento da falha.
Conforme apurado pelo Poder360, agentes do setor elétrico dizem que ainda há poucas informações para determinar ao certo a causa do incidente. Porém, acrescentam que um apagão em diversos Estados dificilmente seria provocado só pelo incêndio em uma subestação, a não ser que fosse um incêndio de grandes proporções.
O QUE DIZ O GOVERNO
Depois do restabelecimento da energia, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), reuniu-se com representantes do ONS para avaliar as causas do incidente. Segundo ele, o sistema elétrico “respondeu corretamente, dentro dos protocolos previstos, e as interrupções foram rapidamente sanadas”.
O ONS vai elaborar o RAP (Relatório de Análise de Perturbação), que deve ser concluído em até 30 dias. O documento identificará as causas do evento, os pontos de melhoria e as ações que devem ser adotadas pelas empresas do setor elétrico para evitar novas ocorrências.
O Ministério de Minas e Energia acompanhará o processo de apuração e divulgará atualizações oficiais conforme o avanço dos trabalhos técnicos.
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