Os requerimentos também previam o envio de pedido ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para o envio de relatório de inteligência financeira (RIF) referente a movimentações do ex-ministro entre janeiro de 2023 e julho de 2025, período em que comandou a pasta.
Carlos Lupi, que preside o PDT (Partido Democrático Trabalhista) e chefiou o Ministério da Previdência Social no início do terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já havia prestado depoimento à CPMI em setembro. Na ocasião, negou qualquer envolvimento com irregularidades e afirmou ser vítima de acusações “sem provas”. “Sequer sou citado nas investigações”, disse Lupi em sessão.
A decisão desta 5ª feira ocorre em meio à ampliação do escopo da comissão, que tem buscado cruzar dados financeiros, administrativos e políticos de gestores e entidades investigadas. O colegiado também analisa documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a operação de 9 de outubro, que teve como alvo a sede do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos).
Além dos requerimentos relacionados a Lupi, a CPMI discute pedidos de convocação de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As deliberações desta 5ª feira fazem parte da estratégia da comissão de avançar nas linhas de investigação antes da conclusão do relatório final, prevista para novembro.
