
Por que o uso de drones por soldados deve ter limites?
Tratados como facilitadores, os novos drones de guerra auxiliam a mapear terrenos, localizar inimigos e identificar ameaças sem expor diretamente a tropa. Eles também têm custo reduzido e estão se mostrando eficientes em diferentes situações de combate, como na guerra da Ucrânia.
- Porém, a distribuição ilimitada de aeronaves pode sobrecarregar as equipes, conforme Lamborn, deixando os militares com muito mais responsabilidades, como o transporte de baterias e estações de carregamento;
- Carregar peças de reposição, realizar manutenções e participar de treinamentos adicionais para pilotá-las são outras atividades extras relacionadas;
- O coronel argumenta que os soldados já lidam com sistemas de visão noturna, rádios e armas, que exigem uma grande concentração, e adicionar mais dispositivos aumenta os riscos de distração;
- Ele afirma, ainda, que somente unidades específicas, como as de infantaria leve e reconhecimento, teriam benefícios.
Quem pensa de maneira semelhante é o brigadeiro-general Travis McIntosh, da 101ª Divisão Aerotransportadora de Fort Campbell. O vice-comandante geral da unidade comentou que a adoção em larga escala das pequenas aeronaves pode afetar, por exemplo, o transporte de munições em helicópteros, que precisariam ser substituídas pelas baterias.
Ele defende que o uso deve ser limitado, enquanto esta e outras questões não forem discutidas. No momento, o Exército está treinando os soldados na construção, manutenção e pilotagem, enquanto fica de olho nos avanços que surgem a partir da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Se você gosta de tecnologia militar, não deixe de conhecer os principais drones de combate utilizados atualmente, nesta matéria do TecMundo.
