O resultado de setembro ficou 1,2 ponto percentual abaixo do registrado em agosto (18,9%), mas o resultado não reflete uma melhora estrutural. Agosto é historicamente o que registra a maior taxa de desocupação entre jovens por ser o mês de formatura das universidades, quando milhões entram no mercado de trabalho. Em 2025, 12,2 milhões de chineses se formaram no ensino superior.
Já em relação ao mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego de setembro ficou 0,1 ponto percentual mais elevada. Nos últimos 2 anos, essa é a 4ª maior taxa de desemprego entre jovens na China.
No consolidado do ano, a taxa de desemprego entre jovens na China tem flutuado em torno de 16,6%.
A desocupação entre jovens preocupa o governo chinês por 2 principais motivos:
- menos jovens no mercado de trabalho representam uma redução da capacidade de consumo na população chinesa;
- a automatização de processos industriais e no setor de serviço na economia chinesa pressionam os jovens para longe do mercado.
Em julho deste ano, o governo da China anunciou que pagará um subsídio de 1.500 yuans (R$ 1.100) a empresas e organizações sociais por cada contratação de jovens desempregados de 16 a 24 anos. A medida estará em vigor até dezembro.
Para comparação, a taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos no Brasil no 2º trimestre deste ano foi de 12%. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
