O Ministério das Relações Exteriores de Trinidad e Tobago anunciou que o USS Gravely, um contratorpedeiro da marinha norte-americana, vai realizar treinamentos com a TTDF (Força de Defesa de Trinidad e Tobago). A previsão é que o navio chegue à capital Porto de Espanha no domingo e deixe o país no dia 30 de outubro. Em comunicado, o ministério declarou que “a presença das forças militares dos EUA em Trinidad e Tobago destaca o compromisso dos Estados Unidos com a segurança regional e os esforços de cooperação no Caribe”.
A Venezuela acusa o país caribenho de servir aos interesses dos EUA. A primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, declarou apoio a Trump e às operações que o líder norte-americano tem realizado no Caribe. As ofensivas deixaram 43 mortos em 10 bombardeios contra supostas embarcações com drogas. O ataque mais recente foi feito nesta 6ª feira (24.out) e duas pessoas do país insular podem estar entre as vítimas, mas a primeira-ministra não se manifestou sobre as alegações.
As tensões no Caribe estiveram em alta desde que Trump deu início a operações de ataque contra barcos venezuelanos em setembro. Trump sinalizou ainda o uso de operações de inteligência na Venezuela. O presidente dos EUA disse que pode continuar os ataques mesmo sem ter uma declaração de guerra do Congresso. “Eu não vou necessariamente pedir uma declaração de guerra”, afirmou. Trump também declarou que “nós só estamos tentando matar pessoas que estão trazendo drogas para o nosso país. Nós vamos matá-las”.
Na 5ª feira (23.out), o presidente venezuelano Nicolás Maduro (Partido Socialista Unido da Venezuela, esquerda) disse que não quer guerra com os EUA. “Paz para sempre. Sem guerra louca”, declarou. Nesse mesmo dia, as Forças Armadas da Venezuela fizeram exercícios militares em 73 pontos do litoral do país.
