A professora Bernarda del Carmen Silva Carmona é chilena e leciona espanhol no CEL da Escola Estadual Peixoto Gomide, em Itapetininga. Natural de Santiago, vive no Brasil há 3 décadas. Antes de chegar ao país, trabalhava como secretária executiva em uma multinacional chilena do ramo do petróleo. A vinda ao Brasil, segundo ela, foi de forma inesperada: “Vim passar as férias e acabei ficando”.
Formada em letras em espanhol e inglês e também em língua portuguesa, Bernarda iniciou sua carreira docente em escolas particulares, mas sonhava com uma oportunidade no ensino público. “Sempre trabalhei nas escolas particulares e queria ter uma chance no Estado”, disse.
Além do idioma, a professora leva para a sala de aula aspectos culturais do mundo hispânico, como “localização geográfica dos países, pontos turísticos, escritores, pintores, gastronomia, danças típicas, curiosidades e literatura hispânica”, incluindo autores premiados com o Prêmio Nobel, como seu conterrâneo Pablo Neruda (1904-1973).
Bernarda lembra com carinho de experiências marcantes com seus alunos brasileiros: “Tenho alunos que gabaritaram o Enem em espanhol”.
Para ela, aprender uma língua estrangeira é essencial porque o Brasil faz fronteira com os países hispânicos e o mercado de trabalho valoriza o conhecimento de outro idioma.
Onde eles estão
Na capital, estão 58 professores estrangeiros. No interior do Estado, a unidade regional de ensino com mais professores estrangeiros é São José dos Campos, com 6 professores nascidos fora do Brasil.
É o caso da japonesa Noriko Adachi Akama. Ela começou a lecionar em 1984 e hoje é professora de japonês no CEL da Escola Estadual Major Aviador José Mariotto Ferreira. A escolha pela carreira veio de um pedido inesperado: “Uma aluna me perguntou, porque sabia que eu conhecia o japonês, se eu não queria dar aula. Isso me despertou uma vontade imensa de lecionar a minha língua natal”.
Ela diz acreditar que ensinar vai além da gramática. “Acredito que ensinar uma língua é muito mais do que transmitir regras: é abrir portas para uma nova forma de ver o mundo”. Por isso, adapta o conteúdo ao universo dos estudantes: “Uso músicas, filmes, séries e temas da juventude. Também valorizo muito a oralidade e a afetividade, porque aprender uma língua é também se emocionar com ela”.
Divulgação/Governo de SP
Noriko Adachi Akama, professora de japonês no CEL da Escola Estadual Major Aviador José Mariotto Ferreira
Com informações da Agência SP.
