O pleito se dá depois de Geert Wilders, líder do partido de direita PVV (Partido pela Liberdade), deixar o governo por falta de apoio ao seu projeto contra imigração, em junho deste ano.
Os partidos precisam obter cerca de 70.000 votos para ganhar uma cadeira no parlamento. O PVV lidera as intenções de voto em pesquisas eleitorais, mas a maioria dos partidos se recusa a formar uma coalizão com Wilders. Pesquisas de opinião mostram que moradia, saúde e imigração estão entre os assuntos mais importantes para o eleitorado holandês.
O líder do PVV defende a economia de fundos por meio do fechamento das fronteiras, o que inclui o envio de refugiados ucranianos de volta para o país, e o o fim do financiamento do desenvolvimento para custear energia e saúde. Wilders disputa com o CDA (Apelo Democrata-Cristão), sob liderança de Henri Bontenbal. O partido promete estabilidade governamental e moradia acessível.
A saída de Wilders causou a ruptura do governo, formado por uma coalizão entre o PVV, com maioria de representantes, e mais 3 partidos —VVD (Partido Popular pela Liberdade e Democracia, centro-direita), NSC (Novo Contrato Social, centro) e BBB (Movimento Camponês-Cidadão, direita).
A convocação de novas eleições exigiu a renúncia do primeiro-ministro, Dick Schoof (independente). Um novo premiê será escolhido depois da formação do novo Parlamento. Schoof permaneceu no governo interinamente até a realização do pleito.
