Estavam ao lado de Boulos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-chefe da pasta Márcio Macedo.
Depois da homenagem, o ministro defendeu que a “cabeça” do crime organizado não está em comunidades vulneráveis.
“Tenho orgulho de fazer parte do governo do presidente que sabe que a cabeça do crime organizado neste país não está no Barraco […] Há lavagem de dinheiro lá na Faria Lima”, declarou.
Assista à posse de Boulos (45min50):
A POSSE DE BOULOS
O deputado federal, agora licenciado, Guilherme Boulos (Psol) assumiu a chefia da Secretaria Geral da Presidência no lugar de Márcio Macêdo (PT). Foi a 13ª troca no comando de ministérios do 3º mandato do presidente Lula.
Boulos chega para reforçar a interlocução do governo com os movimentos sociais e é aposta do Planalto para mobilizar a esquerda em 2026.
A mudança era ventilada desde o início do ano. Aliados do Psol afirmam que a ideia de dar a Secretaria Geral ao Psol surgiu em discussões oriundas no Planalto. Boulos também procurou a Presidência algumas vezes para demonstrar interesse.
A Secretaria Geral é responsável pela interlocução com movimentos sociais, mas o governo tem sido criticado por esses grupos. O Planalto avalia que não tem conseguido mobilizar suficientemente os movimentos ligados ao PT e a pautas da esquerda o suficiente para reverberar os programas sociais do governo.
Um episódio evidenciou a insatisfação do próprio presidente: no ato de 1º de Maio de 2024, Lula cobrou Macêdo publicamente pela falta de público em um ato com centrais sindicais em São Paulo.
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