“De vítima ontem, só tivemos esses 4 policiais, as verdadeiras vítimas”, afirmou Castro durante entrevista a jornalistas depois de reunião com autoridades de segurança pública.
Ele declarou ter “tranquilidade” para defender a operação e disse que os confrontos foram realizados em áreas de mata. “Não acredito que havia alguém passeando em área de mata em um dia de operação”, afirmou.
O governador também afirmou que o Rio “sai na frente” no combate à criminalidade, mas que o problema é nacional. “Quem não sofre com segurança pública hoje sofrerá em breve. O Rio sai na frente não por querer fazer sozinho, mas por entender seu papel. Mostramos ontem que temos condições de vencer batalhas, mas também a humildade de reconhecer que a guerra não será vencida sozinhos”, afirmou.
Castro também afirmou ter recebido apoio de outros governadores e disse esperar “integração e financiamento” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o enfrentamento ao crime organizado.
Segundo Castro, a situação na capital fluminense começa a se normalizar. “O transporte público já voltou a funcionar, e esperamos que escolas, empresas e faculdades retomem as atividades”, disse.
GOVERNO FEDERAL
Cláudio Castro afirmou que as perícias e fiscalizações estão abertas aos órgãos de controle e que pediu 10 vagas em presídios federais para líderes criminosos identificados pelos relatórios de inteligência.
“Ontem mesmo falei com o ministro Rui Costa e solicitei vagas em presídios federais. Também pedi ao presidente do Tribunal de Justiça e ao procurador-geral que facilitem a transferência dos criminosos”, afirmou.
O governador também mencionou ter mantido contato com o governo federal e com governadores de outros Estados para coordenar ações integradas.
“Espero um foco de integração e de financiamento. Se há tanta preocupação, que nos ajudem a financiar o combate à criminalidade”, disse.
Em tom crítico, Castro pediu que o episódio não seja politizado e que as autoridades “somem” no combate à criminalidade.
“Todo aquele que quiser vir pra cá no intuito de somar, seja governador, seja ministro, qualquer autoridade, é bem-vindo. Quem quiser somar com o Rio de Janeiro nesse momento no combate à criminalidade é bem-vindo. Os outros, que querem fazer confusão e politicagem, suma. Ou soma, ou suma, porque nós não precisamos disso nesse momento.”
